Pesquisa identificou alta nos produtos in natura e nos serviços tarifados; famílias passaram a necessitar de R$ 2.759,89 para aquisição do cesto básico
O custo do cesto básico em Chapecó registrou aumento de 1,45% no mês de maio de 2026, conforme levantamento realizado pelo curso de Ciências Econômicas da Unochapecó em parceria com o Observatório Pollen, vinculado ao Pollen Parque. O estudo aponta que os consumidores passaram a necessitar de R$ 2.759,89 para adquirir os mesmos produtos e serviços analisados no período.
A pesquisa considerou 57 itens de supermercado e três serviços tarifados, com coleta realizada nos dias 6 e 7 de maio em dez estabelecimentos comerciais do município. O levantamento leva em conta o consumo médio de famílias com renda entre um e cinco salários-mínimos, servindo como indicador econômico e social para acompanhamento do custo de vida na região.
De acordo com o boletim, o consumidor chapecoense passou a precisar de 1,703 salários-mínimos para adquirir o cesto básico, índice superior ao registrado em abril, quando eram necessários 1,678 salários-mínimos. O aumento representa um acréscimo de R$ 39,50 no orçamento das famílias em comparação ao mês anterior.
Entre os produtos com maiores variações positivas estão a batata inglesa, que apresentou alta de 64,45%, seguida pela cenoura, com aumento de 45,07%, e pelo tomate, que registrou elevação de 22,50%. Segundo o boletim, fatores climáticos e dificuldades na colheita impactaram diretamente a oferta desses produtos nas principais regiões produtoras do país.
A alta da cenoura está relacionada à redução da produção em função das condições climáticas adversas, enquanto o aumento da batata inglesa decorre do encerramento da safra das águas e das dificuldades operacionais provocadas pelas chuvas.
Por outro lado, alguns itens apresentaram redução de preços, contribuindo para amenizar parcialmente o impacto do aumento geral do cesto. As maiores quedas foram registradas na batata doce (-28,18%), banana (-27,25%) e carne de frango (-9,71%).
Os produtos alimentares continuam representando a maior parcela do custo total do cesto básico, somando R$ 2.065,41 em maio, com crescimento de 1,18% em relação ao mês anterior. Já o grupo dos serviços tarifados, composto por água, energia elétrica e gás de cozinha, apresentou aumento de 2,45%, influenciado principalmente pelo reajuste na tarifa de água.
Outro dado destacado no levantamento refere-se à cesta básica composta por 13 itens essenciais. Em maio, o custo passou de R$ 628,31 para R$ 668,57, representando aumento de 6,4%. Com isso, os consumidores passaram a comprometer 41,24% de um salário-mínimo apenas para aquisição desses produtos básicos.
O boletim do cesto básico integra as ações de produção e análise de dados econômicos desenvolvidas pela Unochapecó e pelo Observatório Pollen, contribuindo para o monitoramento de indicadores regionais e para a geração de informações estratégicas voltadas ao desenvolvimento econômico, inovação e planejamento regional.
As edições anteriores podem ser consultadas aqui: https://uno.edu.br/indice-de-confianca-do-consumidor
Fonte: Unochapecó
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