Ecossistema de Inovação de Chapecó foi mencionado durante palestra de Luciana Sayuri Oda, do Sebrae, em discussão sobre inteligência territorial, indicadores e o papel dos observatórios no fortalecimento dos ecossistemas de inovação.
O Ecossistema de Inovação de Chapecó – CHAPHUB ganhou destaque durante o II Simpósio Internacional Observatório Pollen, realizado no dia 17 de setembro, no Pollen Parque Científico e Tecnológico. Durante a palestra “Contribuições dos Observatórios com o Ecossistema de Inovação”, a Me. Luciana Sayuri Oda, do Observatório de Startups do Sebrae – Centro de Inteligência, apresentou o CHAPHUB como um dos ecossistemas presentes na plataforma de Inovação Territorial.
A apresentação evidenciou como o uso estruturado de dados, indicadores e inteligência territorial pode contribuir para conhecer a dinâmica dos ecossistemas, orientar estratégias, apoiar pequenos negócios e ampliar a capacidade de articulação e competitividade regional.
Entre os dados apresentados na palestra, a plataforma de Inovação Territorial reúne 249 Ecossistemas Locais de Inovação (ELIs) no ciclo 2025–2026, alcançando 446 municípios com ELI e 108 municípios com ações ATIVA. O painel também indicou mais de 1,4 mil ações relacionadas aos ELIs e mais de 1,1 mil ações ATIVA, demonstrando a dimensão da estrutura de acompanhamento dos ambientes de inovação apresentada durante o Simpósio.
CHAPHUB integra plataforma de mapeamento dos ecossistemas de inovação
Um dos momentos de destaque da apresentação foi a demonstração da plataforma que reúne informações sobre diferentes ecossistemas de inovação do país. Na tela apresentada durante a palestra, o CHAPHUB apareceu integrado à ferramenta, ao lado de outros ecossistemas cadastrados.
A visualização permitiu demonstrar, na prática, como as informações sobre um território podem ser organizadas em uma plataforma unificada, criando uma base para acompanhar sua estrutura e seus indicadores.
No caso do CHAPHUB, a tela exibida durante o Simpósio apresentou um painel próprio do Ecossistema de Inovação de Chapecó, com diferentes informações e indicadores associados ao seu mapeamento. A demonstração reforçou a inserção de Chapecó em uma iniciativa mais ampla de sistematização e acompanhamento dos ecossistemas locais de inovação.
Esse tipo de instrumento contribui para transformar informações sobre atores, conexões e ações em inteligência para a governança, permitindo uma compreensão mais estruturada da realidade do território.
Dados e indicadores apoiam a governança da inovação
A apresentação de Luciana Sayuri Oda colocou em evidência uma questão estratégica para o desenvolvimento dos ecossistemas: não basta promover ações de inovação; também é necessário conhecer, acompanhar e mensurar sua evolução.
O mapeamento permite visualizar quem participa do ecossistema, quais conexões estão estabelecidas e quais iniciativas são desenvolvidas. A partir dessas informações, indicadores podem apoiar a identificação de potencialidades, lacunas e oportunidades de atuação conjunta.
Para as governanças, essa capacidade de leitura territorial oferece subsídios para o planejamento e para a definição de prioridades. Para o poder público e instituições de apoio, amplia a disponibilidade de informações para a formulação de programas e políticas. Para empresas e startups, contribui para tornar mais visíveis redes, competências e oportunidades existentes no ambiente de inovação.
A apresentação demonstrou, assim, como a inteligência de dados aplicada à inovação territorial pode fortalecer processos decisórios e contribuir para que as ações estejam conectadas às características e necessidades de cada região.
CHAPHUB fortalece a articulação do ecossistema de Chapecó
A presença do CHAPHUB na plataforma apresentada durante o II Simpósio Internacional Observatório Pollen reforça o trabalho de estruturação e articulação desenvolvido pelo ecossistema de inovação de Chapecó.
O CHAPHUB reúne diferentes atores do território em uma agenda compartilhada de inovação e desenvolvimento, conectando instituições de ensino e pesquisa, empresas, poder público, ambientes de inovação e organizações da sociedade.
Essa atuação tem na governança um de seus elementos centrais. A organização de Grupos de Trabalho (GTs), planos de ação e iniciativas institucionais permite estruturar prioridades e aproximar competências distribuídas entre diferentes organizações.
Nesse contexto, ferramentas de monitoramento e indicadores tornam-se importantes para acompanhar a evolução do ecossistema e registrar as entregas produzidas pelos seus atores.
Observatório Pollen aproxima inteligência territorial e desenvolvimento regional
A discussão realizada durante o Simpósio possui relação direta com a atuação do Observatório Pollen, que trabalha com informação estratégica aplicada à ciência, tecnologia, inovação e desenvolvimento regional.
Ao promover uma palestra dedicada às contribuições dos observatórios para os ecossistemas de inovação, o II Simpósio Internacional Observatório Pollen aproximou duas dimensões complementares: a produção e organização de dados e a capacidade dos territórios de transformar essas informações em decisões.
Essa relação ganha importância à medida que os ecossistemas se tornam mais complexos. Quanto maior o número de instituições, projetos, empresas, startups e iniciativas envolvidas, maior também é a necessidade de mecanismos capazes de sistematizar informações e acompanhar resultados.
Para o Pollen Parque, que participa ativamente das articulações do CHAPHUB, essa perspectiva está alinhada ao fortalecimento de uma cultura de inovação baseada não apenas em conexões, mas também em informação, evidências e planejamento.
Visibilidade amplia posicionamento do ecossistema de Chapecó
A apresentação do CHAPHUB durante uma discussão sobre inovação territorial também amplia a visibilidade do trabalho desenvolvido em Chapecó e fortalece sua conexão com outros ecossistemas.
Os números apresentados durante a palestra se observou 249 ecossistemas locais de inovação, 446 municípios com ELI, 108 municípios com ações ATIVA e milhares de ações mapeadas, esses números demonstram que a organização territorial da inovação ocorre em uma rede ampla, na qual diferentes cidades buscam estruturar suas governanças e acompanhar sua evolução.
A inserção do CHAPHUB nesse ambiente reforça a importância de manter uma agenda permanente de mapeamento, indicadores, governança e planejamento.
Ao trazer essa discussão para o II Simpósio Internacional Observatório Pollen, a apresentação de Luciana Sayuri Oda reforçou uma mensagem central: dados ganham valor quando ajudam os territórios a compreender sua realidade e transformá-la em estratégia.
Para Chapecó, a presença do CHAPHUB nesse cenário fortalece a conexão entre inteligência territorial, inovação, empreendedorismo e desenvolvimento regional, ao mesmo tempo em que evidencia o potencial da articulação entre o CHAPHUB, o Pollen Parque, o Observatório Pollen e os demais atores para acompanhar e impulsionar a evolução do ecossistema de inovação.
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