Mesa-redonda internacional reuniu especialistas do Brasil, Espanha e Colômbia para discutir ecossistemas de inovação, desenvolvimento territorial e o papel das conexões entre universidade, empresas, governo e sociedade
O Pollen Week 2026 ampliou o debate sobre inovação para uma perspectiva internacional no dia 13 de maio, com a realização da mesa-redonda “Transformando Territórios pela Inovação”, no Salão Nobre da Unochapecó. O encontro reuniu Jorge Audy, da PUC Rio Grande do Sul, Josep Miquel Piqué Huerta, da Espanha, e Santiago Uribe, da Colômbia, em uma discussão sobre como ecossistemas de inovação, conhecimento, tecnologia e articulação institucional podem contribuir para transformar cidades e regiões.
A mediação foi conduzida pelo reitor da Unochapecó e presidente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB), Claudio Jacoski, reforçando a conexão do debate com o papel das universidades na promoção da ciência, da inovação e do desenvolvimento territorial.
Experiências internacionais conectadas ao desenvolvimento dos territórios
A mesa-redonda colocou em diálogo experiências construídas em diferentes contextos, mas conectadas por um desafio comum: compreender como a inovação pode ultrapassar os limites das organizações e contribuir para o desenvolvimento de territórios.
Entre os convidados internacionais esteve Josep Miquel Piqué Huerta, engenheiro de telecomunicações e doutor com atuação em ecossistemas de inovação. Reconhecido por sua experiência relacionada a parques científicos, distritos de inovação e ambientes de desenvolvimento tecnológico, Piqué trouxe ao debate uma perspectiva sobre a estruturação de territórios capazes de conectar conhecimento, talentos, empresas e oportunidades de negócios.
A discussão evidenciou a importância de compreender os ecossistemas de inovação como estruturas que dependem não apenas de infraestrutura física, mas também de governança, articulação entre atores, circulação de conhecimento e capacidade de transformar ciência e tecnologia em desenvolvimento econômico e social.
Experiência brasileira em parques tecnológicos e conexão universidade-empresa
Representando o Brasil, Jorge Audy, superintendente de Inovação e Desenvolvimento da PUCRS e do Tecnopuc, compartilhou sua experiência na gestão de ambientes de inovação e na aproximação entre universidade e setor produtivo.
A trajetória do Tecnopuc contribuiu para o debate sobre o papel das universidades na construção de ecossistemas capazes de aproximar pesquisa científica, formação de talentos, empreendedorismo e desenvolvimento empresarial. Nesse modelo, instituições de ensino superior assumem uma posição estratégica na geração de conhecimento e na criação de conexões que favorecem processos de inovação aberta e transferência de tecnologia.
A participação de Audy também aproximou o debate internacional da realidade dos parques científicos e tecnológicos brasileiros, demonstrando como esses ambientes podem atuar como plataformas de conexão entre diferentes agentes e apoiar o desenvolvimento dos territórios onde estão inseridos.
Medellín e a inovação como instrumento de transformação urbana
A perspectiva latino-americana foi apresentada por Santiago Uribe, especialista em inovação social e com experiência relacionada aos processos de resiliência urbana de Medellín, na Colômbia.
A experiência da cidade colombiana contribuiu para ampliar a discussão para além da inovação estritamente tecnológica. O debate abordou a capacidade de mobilizar diferentes setores em torno de desafios urbanos e sociais, evidenciando a relevância da inovação social, da participação dos atores locais e da construção de estratégias territoriais de longo prazo.
Nesse contexto, transformar territórios pela inovação significa também desenvolver respostas para desafios sociais, econômicos e urbanos, articulando conhecimento, políticas públicas e capacidade institucional.
Ecossistemas de inovação dependem de conexões
Ao reunir experiências do Brasil, Colômbia e Espanha, a mesa-redonda proporcionou uma leitura internacional sobre diferentes caminhos para estruturar ambientes favoráveis à inovação. Apesar das particularidades de cada território, as experiências apresentadas convergiram para a importância da articulação entre universidades, empresas, poder público e sociedade.
Essa integração favorece a criação de ambientes nos quais conhecimento científico, tecnologia, empreendedorismo e políticas de desenvolvimento podem se conectar para responder às demandas locais e gerar novas oportunidades.
Para Chapecó e o Oeste Catarinense, o debate ganha relevância diante do processo de fortalecimento do ecossistema regional de inovação, que envolve universidades, empresas, startups, instituições públicas, entidades empresariais, ambientes de inovação e organizações da sociedade.
Pollen Week conecta Chapecó a referências globais de inovação
A realização da mesa-redonda internacional durante o Pollen Week 2026 reforçou a proposta do evento de aproximar o ecossistema regional de experiências e referências capazes de ampliar perspectivas sobre ciência, tecnologia, inovação e empreendedorismo.
Ao colocar Chapecó em diálogo com experiências nacionais e internacionais de transformação territorial, o encontro contribuiu para a circulação de conhecimento e para a construção de novas referências sobre governança, parques tecnológicos, distritos de inovação, inovação social e desenvolvimento regional.
A programação também evidenciou o papel do Pollen Parque Científico e Tecnológico e da Unochapecó como ambientes de conexão entre conhecimento e território, aproximando pesquisadores, gestores, empreendedores, instituições e lideranças em torno de uma agenda comum: utilizar a inovação como instrumento para construir territórios mais preparados para os desafios econômicos, tecnológicos e sociais das próximas décadas.


