Em uma iniciativa inovadora para reforçar o controle da dengue, uma área com alta concentração de focos do mosquito Aedes aegypti em Chapecó passou a receber testes com tecnologia aérea. A ação, que utiliza drones para aplicar o Bacillus thuringiensis israelensis (Bti), um produto biológico autorizado pelo Ministério da Saúde para eliminar larvas do mosquito, é fruto de um projeto de pesquisa da Unochapecó e conta com o apoio do Pollen Parque.
A demonstração da tecnologia ocorreu na manhã desta quinta-feira (5), no cemitério do Distrito de Marechal Bormann, com a participação do vice-prefeito Valmor Junior Scolari, técnicos da Secretaria Municipal de Saúde e pesquisadores da Unochapecó. O local foi escolhido após o Levantamento Rápido de Índices de Aedes aegypti (LIRAa) identificar, em fevereiro, os maiores índices de focos do mosquito no município.
Segundo Junir Antônio Lutinski, biólogo da Prefeitura e professor do PPGCS, os dados coletados com o imageamento aéreo são essenciais para direcionar as ações de controle. A professora Maria Assunta Busato explicou que, embora o Bti já seja utilizado diariamente pelos agentes de combate a endemias, a pesquisa busca avaliar a eficiência e otimizar parâmetros técnicos para a aplicação por meio de veículos aéreos não tripulados.
Este projeto, intitulado “Inovações tecnológicas aplicadas à prevenção e controle de doenças veiculadas pelo mosquito Aedes aegypti”, é desenvolvido no Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde (PPGS) e financiado pela Fapesc. A cooperação com a Secretaria Municipal de Saúde de Chapecó garante a participação nas ações de campo e o acompanhamento técnico das atividades.
A professora Maria Assunta ressalta o caráter inovador da pesquisa ao propor um protocolo experimental para avaliar a eficácia da aplicação do produto biológico por drones, além da segurança operacional e dos impactos dessa estratégia em áreas urbanas. “A geração de evidências a partir destes testes poderá subsidiar decisões técnicas e normativas no futuro, contribuindo para o aprimoramento das estratégias de controle vetorial no Brasil e para a adoção de práticas mais sustentáveis, seguras e custo-efetivas em saúde pública”, explica.
A iniciativa contou com o apoio do Escritório de Projetos e Prospecção de Soluções (EPPS) da Unochapecó, sediado no Pollen Parque Científico e Tecnológico, que auxiliou no processo de captação dos recursos que viabilizaram a aquisição dos drones utilizados na pesquisa.
Para a Unochapecó, a iniciativa contribui diretamente com o controle do vetor no município, ao mesmo tempo em que produz conhecimento científico sobre o uso de novas tecnologias no enfrentamento da dengue. O vice-prefeito Valmor Scolari destacou a relevância da parceria entre prefeitura, Secretaria de Saúde e Universidade, afirmando que o trabalho terá continuidade para avaliar os resultados e demonstrar que o uso de equipamentos e produtos adequados pode reduzir significativamente os focos do mosquito em Chapecó. As próximas etapas incluem novos testes em áreas específicas, antes de eventual aplicação em áreas urbanas mais amplas.
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