Marcos Albuquerque Buson, da MOA Ventures, apresentou como empresas podem ampliar sua capacidade de inovação por meio da criação de novos negócios, conexão com startups e acesso a instrumentos de fomento.
Transformar empresas em ambientes capazes de criar, testar e desenvolver novos negócios foi o tema da palestra “Venture Building na Prática: Como Empresas Estão Virando Plataformas de Inovação com Startups e Fomento”, ministrada por Marcos Albuquerque Buson, da MOA Ventures, no dia 13 de maio, durante o 3º Simpósio de Inovação e Competitividade do Oeste Catarinense, no Auditório do Pollen Parque Científico e Tecnológico.
A atividade colocou em pauta o Venture Building, abordagem que aproxima estratégia empresarial, empreendedorismo e inovação para estruturar e desenvolver novos negócios. O tema ganha relevância diante da necessidade de organizações tradicionais ampliarem sua capacidade de inovar e estabelecerem novas formas de relacionamento com startups, empreendedores e demais atores dos ecossistemas de inovação.
Venture Building como estratégia para criação de novos negócios
O conceito de Venture Building parte de uma atuação estruturada na construção e desenvolvimento de novos empreendimentos. Diferentemente de iniciativas pontuais de inovação, essa abordagem busca organizar recursos, competências, conhecimento e conexões para transformar oportunidades identificadas no mercado em novos produtos, serviços ou negócios.
Durante a palestra, Marcos Albuquerque Buson abordou a aplicação desse modelo no ambiente empresarial, destacando a possibilidade de as organizações assumirem um papel mais ativo na criação de soluções inovadoras e na aproximação com startups.
Essa perspectiva amplia o entendimento da inovação empresarial. Além de aperfeiçoar produtos e processos existentes, as organizações podem criar mecanismos para explorar novas oportunidades, testar modelos de negócio e desenvolver iniciativas conectadas às transformações tecnológicas e às demandas do mercado.
Startups ampliam possibilidades de inovação empresarial
A conexão com startups foi outro eixo central da temática apresentada no 3º Simpósio. Empresas estabelecidas possuem conhecimento de mercado, estrutura, ativos e relacionamento com clientes, enquanto startups geralmente apresentam maior agilidade para testar tecnologias, modelos de negócio e novas soluções.
A aproximação entre esses dois universos pode criar oportunidades para o desenvolvimento de projetos conjuntos, validação de soluções e criação de novos negócios. Nesse cenário, as empresas deixam de atuar apenas como demandantes de tecnologia e passam a integrar redes mais amplas de inovação aberta e empreendedorismo corporativo.
O modelo também reforça a importância dos ecossistemas de inovação como espaços capazes de conectar corporações, startups, universidades, investidores, instituições de apoio e ambientes de inovação.
Fomento como instrumento para viabilizar inovação
A palestra também relacionou Venture Building aos instrumentos de fomento à inovação, que podem contribuir para viabilizar projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e criação de novos negócios.
A combinação entre estratégia empresarial, startups e mecanismos de financiamento amplia as possibilidades para que projetos inovadores avancem das etapas iniciais de concepção e validação para estágios mais estruturados de desenvolvimento.
Nesse contexto, conhecer editais, programas de apoio e demais instrumentos disponíveis no ecossistema torna-se uma competência relevante para organizações interessadas em estruturar iniciativas de inovação de forma contínua.
3º Simpósio aproxima empresas de novas estratégias de inovação
A participação de Marcos Albuquerque Buson integrou a programação do 3º Simpósio de Inovação, que reuniu diferentes atores para discutir tendências e experiências relacionadas à tecnologia, empreendedorismo, inovação aberta e desenvolvimento de novos negócios.
Ao abordar o Venture Building sob uma perspectiva prática, a palestra ampliou o debate sobre como empresas podem deixar de tratar a inovação apenas como um conjunto de projetos isolados e passar a construir estruturas permanentes para identificar oportunidades, conectar competências e desenvolver novos negócios.
Realizada no Pollen Parque, a atividade também esteve alinhada ao papel dos parques científicos e tecnológicos e ambientes de inovação como plataformas de conexão. Ao aproximar empresas, startups, pesquisadores, instituições de fomento e empreendedores, esses ambientes contribuem para transformar conhecimento e oportunidades em soluções capazes de gerar novos negócios e desenvolvimento econômico.
A discussão apresentada no 3º Simpósio de Inovação reforçou, assim, uma mudança importante na estratégia de inovação das organizações: mais do que acompanhar as transformações do mercado, empresas podem assumir um papel ativo na construção de novos negócios e tornar-se plataformas para o desenvolvimento contínuo da inovação.
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